quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Projetando e desenvolvendo a aprendizagem ou Progressão

Etapas progressivas de uma pesquisa: para muito além dos arrastões de arquivologia, uma refinaria dos saberes, dos “preto-no-branco” e dos pareceres qualificados!

Faltando duas semanas para o encaminhamento das progressões, uma guia de rumos da aprendizagem disciplinar em três tempos (ou partes) se faz importante, partindo sempre da noção dos rios de informação, parágrafos e textos bem compostos, que se levantam com um pouco de instrução e necessidade, formando verdadeiros arquivos, não poderem ser simplesmente encaminhados como fossem “trabalhos” escolares, sob pena de perder-se toda a sua funcionalidade documental, passando longe de qualquer estado da arte que revelaria uma “pesquisa” e mostrando um despropósito ofensivo à própria inteligência. Se a necessidade inclui conjunção de interesses, e estudos “educados” ou destinados à emancipação de seus praticantes, a pesquisa documentará a transformação das formulações iniciais do/a(s) estudante(s), das interpretações especulativas/investigativas, em motes, com posição, de uma textualização cognitiva, em questões geradoras ou no relato das aventuras e desventuras de umas buscas e “construções”. Afinal errar é preciso, e em se tratando dos ganhos da experiência escolar, ainda mais importante lidar com seleções dos tipos de experiência (e testes) possíveis, e até mesmo erros interessantes ou observáveis – em maiores acúmulos devidamente atualizados.

A experiência da escrita registra e comunica, gerando um jogo de confirmação do memorável e exercício expressivo por si só criativos e indispensáveis às mobilidades sociais, mas na Escola ainda há a oportunidade do olhar de um outro, em juízo, de um professor. A relação com o professor também deveria estar longe de um vale-tudo: os desafios e as exigências de um vivente, como de um ofício, são razoáveis, se revelam, ao longo de um tempo que não se esgota (e não deveria mesmo se esgotar) em poucos encontros espaçados no tempo. “Fazer número” só ganha má fama quando o formalismo não corresponde a demandas sociais, quando o número não expressa o sem-número de vontades e expectativas envolvidas na aprendizagem através da conversa e elaboração sobre ela. Os trabalhos são sem dúvida bons modos de fechar as contas com maior periodicidade, mas na Escola também exprimem a esperança e o projeto de uma experiência ainda mais valiosa do que as contas “do momento”, como o livro expressa um projeto de leitura inserida na vida do sujeito. A vida nos trabalha e nós trabalhamos à vida, num processo em que talvez seja preciso saber “se perder” – como tantas vezes precisaríamos não nos perder, e como simuladores de vôo simulam toda sorte de panes.

A atitude questionadora básica é de saber partilhar dúvidas dirigindo questões, não única e exclusivamente ao professor, mas ponderando e refletindo com colegas às suas diversas dúvidas, encontrar interesses, denominadores comuns, e desenvolver fraseologias que se atualizam nos mundos menos excludentes de conhecimentos – em que diversos setores tomam parte, ou estão, ao menos, contemplados. Buscar a experiência de quem já a teria é apenas uma disciplina de bom senso, acalentando a criatividade e um respeito aos sujeitos que se traduz em palavras não só amigas, como justas. Tem-se disseminado alguns desvios e mal-entendidos aos quais precisamos advertir, até por se tratar de conhecimentos muitas vezes tradicionais ou oralizados pelo próprio professorado (implicando, não se deve esquecer, em progressivas depurações, que os alunos identificam com uma maneira de ser, um estilo próprio, de cada professor). As presentes instruções, por exemplo, estão sim calcadas em vários outros artigos, nem todos estando atualmente à mão, ou mesmo devidamente “assinados” (minimamente identificados, como o de Conceição Paludo, 2007/2008, “Projeto de Pesquisa”) , mas aos quais respaldo plenamente (“Como organizar seu trabalho”, material circulante entre instituições, com numeração de páginas que vai de 746 a 759). Negar a busca, os nomes das “fontes” humanas disponíveis ou encontradas, pretendendo ser o/a possuidor/a dos conhecimentos que a experiência (social e) leitora estaria apresentando, não é respeitar nem os próprios limites, quanto mais aos sujeitos da pesquisa ou aos de suas frases.

O oposto de tamanho “desvio” é percorrer o próprio desenvolvimento posicionando-se com os seus múltiplos propósitos estabelecidos(por mais sinuosos que possas ser seus trajetos), balanços e até algumas considerações finais ou conclusões. Quanto mais ele estiver presente no corpo da pesquisa, mais o leitor compreenderá a linguagem do(s) autor(es) estudante(s) ou estudioso/a(s), e poderá ir de encontro às suas palavras (como tanto me pediram, e pedem, muitas turmas) e intenções. Pois os conhecimentos se organizam em relação a múltiplas experiências, e em termos que correspondam aos interesses nelas envolvidos: aos acertos ou às “convenções” de um grupo ou comunidade, especialmente se pretendemos repelir democraticamente às imposições monopolistas, retrógradas ou autoritárias (por exemplo). Desta nossa dimensão dialógica, comunicativa e expressiva das pesquisas escolares, os eventuais olhares de leitor também podem desenvolver outro respeito aos próprios limites da linguagem a ser empregada em nosso mundo da vida – pois como teria dito um filósofo (Wittgenstein), “os limites da linguagem são os limites do meu mundo”.

As partes do trabalho refletindo etapas, imprimindo andamento às práticas, a princípio coletivas:

Na primeira parte, logo acima, deste trio de reflexões, tocamos as questões de certa complexidade, desembocando numa citação de filósofo, formulação abrangente que pode ser útil para pensarmos inclusive questões éticas – dado o caráter consequente que se pretende imprimir a todo o discurso “dê limites” em Educação. Elas possuem primazia e maiores desdobramentos, pois numa sociedade em que “as explicações são para porteiros”, um vocabulário correto e direto seria para cursos, introduções e estudos de Filosofia – daqueles empreendidos por quem tem coragem de enfrentar escalas e tabelas de “pensadores”, suas categorias e definições, ferramentas e até “concepções”, ou melhor, formulações e compreensões (eventualmente reformulações, compatibilidades, notícias e entendimentos, inclusive). Porteiro, caçador de notas ou mesmo algum tipo de idealista também poderia desconfiar da intimidade com os “mestres” contraída pelo viés de seus comentaristas “críticos”: como manter respeito por “um Hegel”, ou viver em seu temor? Há de se dar ao respeito: de se eleger “a dedo” suas “leiturinhas” contemplando definições e exercendo a consciência nos juízos (fraseados), nas fichas da Idéia, nos pareceres passando-os em revista(s) e repercutindo o seu conceito moral, seu princípio de valor, etc. Já que o caráter de trabalho se realiza progressivamente e por camadas viabilizando raciocínios ou a inserção de uma idéia (mesmo se ela for tão difícil, por exemplo, quanto regular a dieta de uma criancinha), se dar bem com os próprios registros de consultas às fontes literárias tem o seu valor estratético, metodológico, nos investimentos das famílias.

Dando prosseguimento à cena das parcerias entre pares e do desenvolvimento da localidade de trabalho, dos processos entre os colegas, de vida e aprendizagem (programada: pesquisa), dos seus projetos visando implementar qualificações a afastarem ao máximo as injustiças (violências e preconceitos) desta civilização, abrimos a seguir o que seja a articulação de uma pesquisa enquanto expressão decidida, discutida, de uma disposição e de uma contextualização expressiva correspondente. Que tal disposição, sendo tão motivador pré-requisito, tão importante, até mesmo enquanto “objetivo”, nas humanidades em escolarização, dá aqui forma ao trabalho: uma forma de projeto: se o trabalho enquanto produto se finaliza no terminar sua “introdução” – após toda a “conclusão” e “revisão bibliográfica” e etc. –, um “Relatório de Projeto de Pesquisa” desembocará num cronograma, sim, mas não sem antes refletir e justificar rotinas e ações do campo em que se pretenda desenvolver... o “ponto de vista” ou a expressão que for envolvida na atividade – e na argumentação correspondente que passa a ser o nosso “número” e real produto de trabalhos escolares.

Portanto

  • Um trabalho escolar, coletivo ou individual (conforme as combinações),

se encaminha a partir da

  • Escolha de um Tema – tarefa complexa a ser definida pelos pesquisadores, e que frequentemente se refletirá no
  • Título do projeto.

Porém, existem etapas nas quais este tema se apresenta, após a identificação, do título, do

  • Nome dos participantes (quem?)

e de

  • Instituição, local e data:

o Tema é a formulação do que se pretende elaborar como registro dos conhecimentos desenvolvidos numa pesquisa, apurados ou produzidos, e também contextualizados em termos de

  • Área de conhecimento;

e oportunizados à fruição de seus leitores/avaliadores através do

  • Sumário (ou Índice) que articula visual e textualmente os componentes do trabalho.

Para quê? Por quê? Ora, ao final do trabalho de uma pesquisa, com todos os fragmentos bem articulados, aparecerá expressivamente a obra pretendida, como numa pintura ou “composição”. Sem situar, textualmente, tais “fragmentos”, arriscaríamo-nos a não fazer valer os plenos poderes das citações, nem sequer nos apropriando efetivamente da sabedoria que pudessem portar.

Na seqüência do sumário recomenda-se uma

  • Justificativa (para quê? Por quê?), que indique os propósitos expressivos, ou os que se mantém, da – por assim dizer – força tarefa em questão, em relação ao que já se apresentara neste “projeto”. Aqui é o lugar para se elucidar o que se sabe sobre o tema, a razão da sua escolha, as propostas para o desenvolvimento: o coração do trabalho. Antes de produzir o texto dissertativo que comporá a justificativa, verificam-se as diferentes posições verbalizadas, conceituais, teóricas, sobre o tema, por meio da pesquisa bibliográfica, em apoio àquilo que se quer dizer. Tal “garimpagem” da bibliografia costuma se constituir inicialmente da consulta, em internet (e/ou livrarias) e bibliotecas, do que há sobre o tema, formando um acervo de “bibliografia consultada”, olhada – mas não necessariamente estudada de fato. Alguma parcela deste acervo, porém, se destacará enquanto repertório efetivamente mobilizado de idéias, e esta “bibliografia de referência”, de livros, revistas, capítulos, artigos realmente lidos (e que podem até, eventualmete, ser anexados ao projeto), é aquela que será citada no interior do texto da justificativa.

  • Objetivos (para quê? Por que?), novamente, contemplam a especificidade da orientação e consequentemente dos rumos da pesquisa, listando basicamente, a partir de seus próprios propósitos, os verbos, as realizações que o trabalho do pesquisador/a estará “conjugando”.

Dando forma ao próprio trabalho em pesquisa, na montagem de agenda e no que é documento para valer:

A técnica sendo um meio de fazer algo, não desviará o foco de sua experiência e preocupações. Muito pelo contrário: qualificará as inovações de sua perspectiva na abordagem escolhida – ao menos àquelas ressaltadas na Justificativa. Explicitando as leituras realizadas, indicando as diferentes posições teóricas verificadas e relacionando as teorias que confirmam suas hipóteses, o texto exporá como elas serão utilizadas para o desenvolvimento da pesquisa. À medida em que se conclui uma etapa de pesquisa, esta apresentação de linhas gerais e de como se pretende realizar a pesquisa, com quais valores e metas desejadas e a se testarem, importantes para os desenvolvimentos pessoais e para uma área de estudo, é revisada e atualizada, aprimorando-se enquanto trabalho, produto apresentável e publicável, ou “caminho”: processo escolado, metódico, de investigação. A um tal caminho, depois de percorrido, chamamos de

  • Metodologia (como?); os passos realizados para fazer o trabalho, enquanto procedimentos investigativos que se projetam com as experiências (reportadas na Justificativa).
  • Cronograma (quando?); as pretenções devem respeitar os outros, os eventos programados, representados por prazos. Esta pode ser a simulação mais difícil de um treinamento escolar, por exemplo, mas decerto que não é a menos importante, então convém que parcelas expressivas do projeto se encaixem na agenda viva, que respira, de cada um. Se importa “correr atrás da máquina”, saber para onde se está indo e poder sair na frente não importa menos, e equacionar na prática é solucionar no tempo: quanto mais se antecipam os eventos, mais largos tendem a ser os horizontes de seus próprios projetos.
  • Referências bibliográficas; as idéias não estão exatamente “soltas”, elas são articuladas e estruturantes, ligam pontos destacados, contemplando contextos e estabelecendo consideráveis, notáveis relações produtivas.
  • Bibliografia consultada; uma recapitulação do que efetivamente se mobiliza do acervo averiguado, levantado. A produção do conhecimeto, que é societária, pode se parecer a um mutirão, envolvendo muitas partes, e é importante que isto não seja menos nítido do que os créditos de um filme...

Lembrando:

Quanta documentação! Assim ficam graúdos os trabalhos, sim, mas “gradualmente”, e à medida em que se ficham (e não apenas se “fecham”) as leituras, se extraem delas o que interessa, disponibilizando dados para posterior utilização. Para encerrar com mais um serviço de advertência e utilidade pública: “Se o tempo disponível propicia a leitura de apenas um livro, é importante que esse livro seja representativo da teoria desenvolvida” por um pesquisador, bem, conceituado, renomado (como apontamos anteriormente, o caminho da leitura também pode, e deve, remontar, no mínimo, à importância de tais autores de referência da Cultura em questão).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fontes e Referências no Caudal das Comunicações

Uma expressão de linguagem articulada, cursiva, lógica, desejável, pede alguma regra, algum caminho em que possamos discernir "erros" e "erros" que contribuem à aprendizagem curricular, social, narrável, ou melhor ainda: argumentos. Pois nos "exercícios" da argumentação promovem-se pensamentos digno de sua história e de cada cifra. A arte de situar e/ou formar, desta prática, as matérias de estudo e conhecimento, foi tradicionalmente (remonta-se a ela via Aristóteles e Sócrates) chamada de dialética (antes mesmo desta "disciplina" ser lançada como modelo de análise das dinâmicas da História mobilizadas através dos conflitos de interesses e idéias, esquematizado num teorema notável da modernidade histórico-filosófica (também basilar a vertentes socialistas de pensamento e Ciências Sociais): "Tese X Antítese, interagindo ao longo dos tempos, desenvolverão (criarão, da contradição, um nova solução:) uma Síntese").
Um mais belo conceito na praça, pelos estudos (e/ou de estudos), não anda só, nem “em bando” (feito listagem anexa) como outrora? Sua inserção social enreda muita recordação partilhada, experiência memorável, de um trabalho que não esqueceu-se da aventura, da criação do destino, que lhe constitui e motiva, orienta e dirige. Cada sessão como esta, navegante, apontará, até contatando, dialogando, boas páginas de um ramo de oficinas e domínios de acontecimentos curriculares: matéria, da que já "está no gibi" ou disponibilizada noutro formato, pela rede (como este pequeno desenho animado incluindo tantas loucuras que se fariam na desenfreada busca por felicidade), para um banho de filosofia, ou ao menos de mensagens que evitem aqueles balcões de apostas de umas espertezas em debates "políticos" desenfreados que não faltam na inteligente internet. Lembrando: as bibliotecas seguiriam maiores tesouros com seus baús de jóias, suas estantes-fonte(s) viabilizando levantamentos sucessivos de "safras" (épocas), escolhas e composições registrando a trilha de um pensamento informado por cada (integrante e) leitura (no seio de um coletivo ou grupo). Como na vida, se alguns termos causam alvoroço, aproveita-se para desenvolver os mais preciosos pingos de calma nesta hora e depois consultar um bom “amansa-burros” (dicionário). Também nossos artigos de hipertexto e contexto digitais oportunizam belas composições (conforme alternam-se sequências de palavras-chave na iniciação a um navegador, por exemplo) e leituras – novos instrumentos não desqualificando as produções com picaretagem e “mitologia” soltas, e assim tampouco perdendo o fio da meada de um exercício de concentração que só certos livros ofereceriam. Leio séries de artigos e remonto algumas conjunções textuais que me fazem pensar num acúmulo útil para esta nossa esteira-e(letrônica) letrada, para a formatação de peças seriadas, colocar um compasso, segmento textual, de discurso, contíguo a outro, visando o leitor – principiante ou já por dentro dos pula-pulas para os materiais que lhe interessam. Nossa venturosa sistemática envolverá, assim, procedimentos tão diversos como os de vasculhar as árvores de nossas próprias pastas eletrônicas e físicas, passando em revista e compondo trabalhos.

A propósito, estas linhas se pretendem igualmente endereçadas a colegas, professores, estagiários e comunicadores interessados “em geral”? A pessoas tanto bem educadas, portanto, como às incompletas e carentes (como eventualmente também o seríamos?), digamos. Será calcanhar-de-Aquiles do nosso programinha de pesquisa educativa ou ponto de apoio arquimédico para o desenvolvimento de um seu projeto editorial? Oxalá!: Se incrementarmos para valer, deste ou daquele ponto-tronco de partida, do valor dito agregado ainda extrairemos, ou não, novas essências de futuro para a farmácia/cozinha filosófica, da alma. Compreendendo que eu não pretenderia substituir a leitura dos autores canônicos, mas no máximo prepará-la, espero tirarem proveito, e que sugiram links. Há riscos maiores nos modos como notamos sendo empregadas “linguagens” em nosso meio, que devemos examinar mais, adiante. Por hora esta forma mista de instrução já parece como apoio adequado de trabalho (de um possível novo “gibi da Filosofia” ou de seu quereres, sua vocação, vontade inata e desejo de aprender, das racionalizações em curso e de respectivas notícias e afins), naturalmente que entre outros “da casa” (para crianças, pesquis(ar)emos, e no caso de um professar para o ensino médio, minha colega de http://www.pensareedu.com/ indica mais um curso do célebre Ghiraldelli Jr. , Paulo, e também o que assistimos de vídeo em castelhano (espanhol latino-americano) da Argentina, para quem já se dispõe às graciosas aventuras em língua estrangeira/vizinha, uma referência de inserção da conversa de Filosofia em plena TV aberta). Para que nossas mensagens configurem cultura útil, fonte, entretanto, não (?) basta relacionar casinhas do ramo eletronicamente acessíveis, atualizando recortes com destaques situados, comentados e apresentados em frequências equilibradas de pensamento como gostaríamos tanto de acompanhar nossos estudantes fazendo, precisamos ainda atualizar os arranjos relançando os conjuntos através de novas questões em destaque – e que não são novidade – para estas telas-e de ensaio e os murais, eletrônicos ou não (como se propõem atualmente as atuais Olimpíadas de Filosofia, promovidas por comunidade de investigação de Filosofia Para Crianças).


Encontrando correntes favoráveis nem se necessitam de maiores malabarismos - se não para marcar os caminhos da descoberta e listar materiais para o canteiro (ou cancioneiro) de obras (da inteligência), de suas primícias, seus estabelecimentos, ou princípios articulados de expressão - no caudal das comunicações.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Auto-avaliações


Quem quer que faça da escrita seu modo de preparar a história que pretende viver e escrever deve estar mais acostumado a auto-avaliações do que a ser pedido que se faça uma. Boa pedida para retrospectivas e sondagem de ânimo ante cenários diversos, mas razoavelmente definidos, também serve de exercício, na Escola, para separar o que há de bom, respondendo por exemplo por quatro atividades mais adoradas de uma grande parte ano letivo. Levantar ou destacar "o melhor" pode ser sinal de envolvimento e até de juízo, de valor conforme o valor dos próprios pareceres, dos próprios pontos de vista mais consistentes e eventualmente consequentes para etapas seguintes, como nos pretendemos num Conselho de Classe olhando uma pesquisa de Supervisão Escolar, ao compreender a proposta de trabalho, pegando juntos nos materiais em triagem, escutando disposições e ofertas, para oportunamente retornar ao assunto, e no meu caso evitando ter de acusar atitudes alheias de quem escandalizasse sem acompanhar as repercussões, se atualizando, do próprio parecer que pretendesse defender, sem buscar no próprio horizonte as mudanças que reclama, sem cuidados, ou pior ainda, Noção (mas provavelmente seja a atitude esperada a de aprofundar a crítica reconhecendo que existem expressivas limitações para aquela atitude que se apresenta como assunto e que, se fosse entrar em mérito de questão, poderia inclusive ser classificado como estando "abaixo da crítica"?).


A auto-avaliação segue retomadas de momentos de vida que podem se reconfigurar como em uma depuração humanista e temática, uma reflexão clínica, uma anamnese. Mas aqui trata de um momento apenas, da vida escolar, que envolve grupos, possibilidades diversas, que estive levantando desde as mais terríveis, dramaticamente, em questões como "Estou tão perdido que nem sei quão perdido estou? O pânico bloqueia cursos da Idéia? Os planos não decolam? A disposição de agir escapa? Os tantos passos futuros desanima(ria)m? Há desvantagem insistindo em se sobressair (ou convidando ao vício)? A correção política é muito superficial frente ao Sistema? Os camihos são muito sinuosos para apontar rumos (e as orientações, para extrair vetores)? Não há nem uma "hora do conto" para virar "leituras guiadas"? Os juízos somam-se em momentos estranhos? As interpretações não batem?" Mas tal "quadro da dor em círculo" e sem moldura era um primeiro momento para se passar a uma "marca de contribuição" ainda antes de um balanço mais atual: "Está na hora de passar em revista às letras o sentido de cardápios (e ingredientes...) que estão em bibliotecas próximas, ao alcance de copiadeiras, entre turnos taciturnos e corridas malucas, através de pastas e no dia a dia vigilate em exercício distributivo e econômico, fisiológico, baratinado: "De que lado você samba?" (Chico Science & Nação Zumbi). Tamanho mundão do ajuizamento, mobilizando sínteses enumeráveis, talvez até pronunciáveis, permeia narrativas ao longo do tempo discriminando "caldos entornados", aliás distinguindo fatores agrupados, classes, estilos (e cogitivos!), individualidades presentes nas considerações de autorias (como nós mesmos) conduzindo conversações entre atos e estudos, trabalhos e lutas (não são estes olhares clínicos que cruzamos, ou travamos, numa Escola atual? - a pergunta é Retórica). Outres unem, ou alternam ou emendam, estudando o "mundo do trabalho", e a ação significativa nos lugares com as, aliás nas batalhas populares e da cultura crítica, virando suas páginas, e isso está melhor ainda.


Concluindo: consultar (a) "la carte" (carta, cardápio e/ou mapa...) legendária no cotidiano ou nos seus momentos diferencia notavelmente o "mestre" e seu "cliente", a tal ponto que reflete na cozinha e na copa capacitada a servir o álbum na pasta, a montagem de idéias aplicadas à arte almejada (ou aos ofícios), transferíveis e cumulativos, conforme o letramento e muito normalmente. Uma última observação sobre esse mundaréu de informações e a aplicabilidade dos pareceres: o crescimento, que tende a ser exponencial, de informações circulantes, não reflete necessariamente um aprofundamento de análises ou ritmo da capacitação estudantil para tanto, mas reflete-se "por aí" um abismo cognitivo entre as agências mundanas e sociais. Apontamentos neste sentido são sinais viáveis de alerta e alarmantes, mas estabelecendo condições de posicionamento e posturas, gestos e ações gratificantes em termos biográficos, de história de Vida, bem definidos como os papéis que esperamos desempenhar ou estar desempenhando entre os tantos riscos sensíveis ou nem, invisíveis e até "inimagináveis", como o de uma brevidade ascelerada multiplicada pela própria preguiça (uma laconicidade X "a" preguiça).


Lembraram de fazer a ficha para que ela possa "cair" por aí? Bola prá frente? Depreende-se um esquema construtivo de avaliação das demandas para a contemplação e praticabilidade dos movimentos ("intelectuais" (estéticos e sociais), ao menos)??? Então até uma próxima!

Fonte da imagem: gráficos interpretando um trabalho (traduzido, de 1987) do filósofo Giles Deleuze.


domingo, 29 de agosto de 2010

Se essa "moda" pega, o que será "o bixo"?



Na onda de comédia da TV aparece essa peça de bagaceirice funk, "gaiola das cabeçudas" com cânones da alta cultura dando conta de uns seus recados, inclusive. Nada de "segredos de liquidificador", pelo contrário, é fazer alarde, mas interessa a salada, a brincadeira, mesmo se tosca, com mosaicos culturais, para temperar humores, lançar à apreciação do pessoal, eventualmente produzir a própria peça, cênica ou cínica, de onda, de moda, ou musical, com nossos próprios diagramas curriculares. Pois pelo jeito é melhor irmos nos preparando...

Agora, se a preferência é por um "bicho" urbano (Aristóteles não comparou a Polis a um tigre?), sondar o que, e principalmete como, se conhece dos cenários urbanos pelos seus cantadores, uma lira paulistana recomendável é a série em fime "mapas urbanos" entrevistando gente que tem um bom nome na praça a respeito.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fazendo gosto do questionamento, na aprendizagem

O racionalista promove insensivelmete às "satisfações" aproveitando dos mais justos desfrutes? O sujeito, que pensa nos outros sem ser mal agradecido, apresenta planos para a sua morada, se articula? Ensaia nalgumas atividades às seguintes, caprichando nos seus momentos e nas publicações dos planos - "de cadeira", urbanidade e educação?

Falar "de cadeira" é tratar da própria cancha, com conhecimento de causa.

São questões que parecem transbordar nossas páginas, mas apontam às ferramentas do lar em matéria de formação, ainda que a resposta inicial pareça óbvia... "o racionalista" aqui é apenas um personagem genérico: poderia ser levantado com mais profundidade no cenário da Filosofia, sem maiores dificuldades, contrastando com o empirista, mas aqui ele mais parece um pensador hedonista, referido para "dar pano prá manga", pelos ensinamentos do juízo.

Polígrafos são origem do "recorta-cola"?+atualidades

Viva a tecnologia da inteligência, a aprendizagem do pulso concatenado com o olhar e o pensamento, se expressando com todas as letras, de encontro a pareceres e correções, mobilizando os recursos a favor, que sejam sempre bem-vindos... mas engambelar empurrando "gato por lebre", recorte por ficha temática é tiro no pé da nossa verdadeira centopéia escolar, no lugar de ganharmos tempo buscando os passos a acertarem práticas de aprendizagem nas situações, tão reais como enviesadas, que se atravessa nos dias que correm. O trânsito de informações da matéria que o professor organiza pelos polígrafos e blogues, ditados-exercício e quadros-paredes, verdes ou brancos, em cartazes ou esquemas de agenda de atividades finalmente podendo contar com acessibilidades biblioteconômicas bem mais razoáveis, inclusive, precisa ser alimentado com destaques em passagens apresentáveis enquanto considerações estabelecidas, como aquelas tão encontradiças por algumas contra-capas ou orelhas de livros passíveis de composição entre nossos componentes curriculares (acontecimentos escolares). Algumas leituras situam achados que estávamos mesmo necessitando, como idéias queridas cujo endereço não sabíamos ser justamente um autor que estávamos "pulando" (o historicismo de Dilthey, no entroncamento da Sociologia com a Filosofia, que Ghiraldelli Jr. situa (em bancas) e vamos apontar em breve, no caso) pelas tabelas de conteúdo da história das idéias educadoras, filosóficas e etc.

Nosso veículo registrando sintonia anuncia acontecidos e acontecimentos vindouros numa esquemática a dinamizar (atualizar, aliás) os próprios planos escolares, e outra atividade em conexão roteirizada é a Olimpíada de Filosofia do Rio Grande do Sul, justamente fazendo questão: "É preciso saber viver?", e imprimindo decisão de atuar na expressão de "O que nós precisamos Saber para cuidar da vida?", temática comum à promoção de nossos estudos, debates e mapeamento de saberes, em distintas formas de atividade e expressão artístico-cultural, a ser celebrada no encontro de Escolas públicas e privadas "de maneira a divulgar o trabalho de cada escola e construir um ambiente propício à reflexão filosófica em diálogo com as demais áreas do saber" (setembro tem etapa regional e outubro culminância, estadual, das atividades). Encontros são estímulos que estão na origem de nossas composições, e estaríamos em plena estação de "apresentação de resultados internamente na escola" para a inscrição, de até 3 alunos por turma participante, à Olimpíada em que nos presentificamos pretendendo o exercício prático e expandido dos objetivos mais amplos e conjugados das próprias turmas e de suas delegações.

Ótimo, mas nossa esteira de montagens estéticas e cognitivas, verdadeira "tela de trabalho" comum por aqui promovida pretende seguir publicando conversas sintomáticas, além de fazer aquele "rebatimento" de pérolas que a literatura (inclusive ficcional, de Josué Guimarães, no caso "a seguir", em www.brincosdeorelha.blogspot.com) registra.

domingo, 15 de agosto de 2010

boa disposição e inclinações, desejos e "gosto": ética e estética

Problematizar e somar aos registros comunicáveis de posicionamento e partilha ou debate, às trocas e circulações de materiais levantados para um refino de bagagem cultural (eventualmente informado por idéias filosóficas e eventualmente informando professores dos aprendizados em questão mas sempre visando objetivos e avaliações plurais em critérios articulados) - entre momentos "bem bons" e os "constrangedores" ainda habilitamos atitudes formadoras e hábitos culturais correspondentes em relações qualificadas?

O conhecimento qualificado, como sendo para todos e altamente satisfatório com respeito a preferências e necessidades, quarda relações com a moralidade dos convivas "na arte" ou além?

Narrativa e informação indicada: "Ratatouille" (cinema de animação) + última postagem na mandalagibi